Governo Lula volta atrás em aumento de imposto após críticas
Sabe quando uma decisão gera tanto barulho que fica impossível ignorar? Foi mais ou menos isso que aconteceu nos últimos dias.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recuar em parte do aumento do imposto de importação que havia sido anunciado no fim de janeiro. A medida afetava mais de mil produtos, mas agora cerca de 10% deles — especialmente itens de informática e telecomunicações — voltam às taxas anteriores.
Na prática, isso significa que produtos como notebooks, smartphones, roteadores, mouses, memórias e CPUs não terão mais o aumento previsto. Um alívio para quem já estava fazendo contas e pensando se precisaria adiar a troca do celular ou do computador.
A decisão inicial gerou forte reação de associações dos setores de máquinas e eletroeletrônicos. Nos bastidores, integrantes do governo já reconheciam o desgaste político. Para muita gente, aumentar imposto de celular em ano eleitoral parecia, no mínimo, uma escolha arriscada.
Na reunião desta sexta-feira, a Câmara de Comércio Exterior não apenas voltou atrás no caso dos 15 itens de informática, como também autorizou o uso do chamado ex-tarifário e zerou temporariamente a alíquota de 105 itens de bens de capital, informática e telecomunicações por 120 dias.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo o aumento, afirmando que a medida tinha caráter regulatório. Segundo ele, não haveria impacto nos preços ao consumidor, já que muitos produtos são fabricados no Brasil. A expectativa do governo era arrecadar cerca de R$ 14 bilhões até o fim de 2025 com a alta no imposto de importação.
Enquanto isso, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa fabricantes do setor, saiu em defesa da medida original, classificando-a como um incentivo à indústria nacional.
No fim das contas, o episódio mostra como decisões econômicas mexem diretamente com o bolso e com a confiança das pessoas. Quando o assunto é imposto, todo mundo presta atenção — e com razão.
Agora, resta acompanhar os próximos passos e entender como o governo vai equilibrar arrecadação, indústria e o impacto no consumidor. E você, o que acha desse recuo?



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