Leila Pereira, presidente do Palmeiras, respondeu às críticas do São Paulo Futebol Clube
Em jogos decisivos, a tensão vai lá em cima. Torcedor sofre, dirigente se posiciona, e qualquer lance duvidoso vira assunto por dias. Foi nesse clima que Leila Pereira, presidente do Palmeiras, respondeu às críticas do São Paulo Futebol Clube após a vitória por 2 a 1 na semifinal do Campeonato Paulista.
Depois da partida, Rui Costa, executivo de futebol do Tricolor, reclamou da não marcação de um pênalti em um toque de mão de Gustavo Gómez. Ele isentou a árbitra Daiane Muniz, mas disse que o responsável pelo VAR, Thiago Duarte Peixoto, deveria ter chamado para revisão.
Leila, por sua vez, decidiu falar — mas não para discutir o lance em si. Ela foi além.
“Você só melhora quando reconhece os erros. Só discuto arbitragem com as pessoas capacitadas para isso, não é na imprensa, não é dando chilique”, afirmou. E completou com uma frase que chamou atenção: “Se sou eu, uma mulher, reclamando de arbitragem, vão dizer que sou histérica”.
Aqui, a discussão deixou de ser apenas sobre futebol. Leila tocou em um ponto sensível: a diferença de tratamento entre homens e mulheres em cargos de liderança. Quantas vezes você já viu um dirigente homem esbravejando na TV e isso ser tratado como “temperamento forte”? E quando é uma mulher? A crítica costuma vir mais pesada.
Ela reforçou que não costuma comentar decisões da arbitragem publicamente. Segundo a presidente, quando o clube entende que houve erro, a conversa acontece internamente, com a Federação Paulista de Futebol ou com a Confederação Brasileira de Futebol.
A mensagem é clara: assumir responsabilidades faz parte do jogo.
Leila citou, inclusive, a final da Copa Libertadores da América como exemplo. Disse que, mesmo reconhecendo problemas naquela decisão, não terceirizou a culpa. Para ela, criar uma “zona de conforto” colocando tudo na conta da arbitragem pode ser perigoso — tira o foco do que o time poderia ter feito melhor.
Enquanto isso, dentro de campo, o jogo seguiu seu roteiro dramático. Após o lance polêmico, Flaco López ampliou para o Palmeiras. O São Paulo ainda descontou com Jonathan Calleri, em um pênalti que também gerou debate — mostrando que, no futebol, a polêmica raramente tem lado único.
No fim das contas, a discussão vai muito além de um toque de mão ou de uma revisão no VAR. Ela passa por postura, responsabilidade e até por questões de gênero no esporte.
E você, como enxerga isso? Reclamar publicamente pressiona e ajuda a corrigir erros ou acaba desviando o foco do que realmente importa dentro de campo?
No futebol — como na vida — reconhecer falhas pode doer, mas quase sempre é o primeiro passo para evoluir. ⚽



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