Chega a 63 o número de mortos em Juiz de Fora, de acordo com a Polícia Civil
Quando a chuva vem forte demais, ela não leva só ruas e casas — leva histórias, sonhos e pedaços inteiros de famílias. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o número de vítimas das últimas chuvas chegou a 63, de acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais.
Até o início da noite desta sexta-feira (27/2), 62 dos 63 corpos que deram entrada no Posto Médico-Legal já haviam sido identificados, e 56 foram liberados para que as famílias pudessem se despedir. É um momento de dor imensurável — especialmente porque entre as vítimas estão 15 menores de idade.
Talvez você tenha visto outro número mais cedo. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais divulgou 59 mortes no balanço anterior. A diferença acontece porque os bombeiros contabilizam apenas as vítimas que foram resgatadas já sem vida pelas equipes. Já a Polícia Civil inclui também pessoas que chegaram a ser socorridas com vida, mas infelizmente não resistiram nos hospitais, além de casos em que o resgate foi feito por terceiros ou por outros órgãos.
Segundo a Polícia Civil, todas as mortes em Juiz de Fora foram causadas por soterramento — um tipo de tragédia que acontece de forma rápida e devastadora, deixando pouco tempo para reação.
Além das vidas perdidas, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas na cidade. São famílias que, de uma hora para outra, precisaram sair de casa apenas com o que conseguiram carregar. É o tipo de situação que desorganiza completamente a rotina — crianças fora da escola, trabalhadores longe do emprego, idosos precisando de cuidados redobrados.
Em Ubá, também na Zona da Mata, a situação é igualmente dolorosa. Seis pessoas morreram em decorrência das chuvas, todas por soterramento. Inicialmente, havia sido divulgado um total de sete mortes, mas o número foi ajustado após a confirmação de que um dos óbitos, causado por eletrocussão, não foi considerado consequência direta das chuvas.
As vítimas em Ubá — três mulheres e três homens, com idades entre 32 e 77 anos — já foram identificadas e liberadas às famílias. Ainda há dois homens desaparecidos. Segundo os bombeiros, eles estavam no centro da cidade e teriam sido levados pela força da correnteza.
Somando os dois municípios, o número de vítimas chega a 69, segundo a Polícia Civil.
Em momentos assim, os números ajudam a dimensionar a tragédia, mas é importante lembrar: cada número representa uma vida, uma família, uma história. Se você está em área de risco, redobre os cuidados e siga as orientações da Defesa Civil. E, se puder, procure formas de ajudar — seja com doações, apoio ou simplesmente compartilhando informações confiáveis.
A solidariedade, nessas horas, faz toda a diferença.



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